O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, disse nesta terça-feira, 22, em seminário no Congresso Nacional, que as medidas de estímulo à economia adotadas pelo governo “já estão fazendo a diferença”. Segundo ele, o governo combina medidas estruturais, como a redução sistemática de juros, com medidas de conjuntura, como a redução a zero de IPI sobre carros novos de até 1.000 cilindradas.
“(A redução de IPI) É medida conjuntural até agosto, mas que terá impacto extremamente positivo no mercado de carros e vai estimular a indústria automobilística”, disse o ministro após debate sobre os desafios da indústria brasileira diante da crise internacional, no auditório Petrônio Portela, no Senado.
Pimentel afirmou que as medidas para estimular a indústria automotiva não desestimulam o investimento em tecnologia e inovação. Ao contrário, destacou, esta contrapartida será exigida com a entrada em vigor do novo regime automotivo em 2013. Segundo ele, as empresas já estão fazendo os investimentos.
Mercado interno
A capacidade de crescimento do Brasil, de acordo com o ministro, está baseada no fato de haver um mercado interno “pujante e em expansão”. Segundo Pimentel, isso explica porque a área econômica do governo cuida deste mercado com empenho. “Tomamos cuidado, seja para incentivar o crescimento do mercado, garantindo acesso a crédito barato, seja defendendo o mercado de práticas comerciais internacionais abusivas”, afirmou.
Fernando Pimentel disse que o Brasil está preparado para enfrentar a crise internacional, mas que o país sentiu o impacto. “Sentimos, no comércio internacional, que caiu muito”, disse. Ele destacou que também houve uma “exacerbação” na competitividade de outros países com as exportações brasileiras.
Pimentel afirmou ainda que a crise tem impacto na indústria e que isso preocupa o governo. “De fato estamos enfrentando concorrência externa muito forte e, por isso, estamos tomando medidas para ajudar a indústria.”
O ministro lembrou, entretanto, que mesmo neste cenário de crise internacional o Brasil tornou-se a sexta economia do mundo. “Isso não é pouco para quem enfrentou 20 anos de problemas econômicos”, destacou.
» Fonte: Com agências de notícias
