As exportações brasileiras registraram valores recordes para os meses de julho, com US$ 22,3 bilhões, superando as vendas de 2008 (US$ 20,5 bilhões). A corrente de comércio também foi a maior para os meses, com US$ 41,4 bilhões, e, igualmente, ultrapassou os valores de 2008 (US$ 37,6 bilhões).
O mesmo também aconteceu com as importações, de US$ 19,1 bilhões, recorde para o período, que superou as compras em 2008 (US$ 17,1 bilhões). O saldo comercial em julho, de US$ 3,1 bilhões, foi o maior dos últimos três anos para este mês, sendo inferior ao registrado em 2008 (US$ 3,3 bilhões).
No acumulado do ano (janeiro a julho), as exportações também foram recordistas (US$ 140,6 bilhões), assim como as importações (US$ 124,4 bilhões) e a corrente de comércio (US$ 265 bilhões). O saldo comercial no ano foi de US$ 16,1 bilhões, maior que o registrado em 2010 (US$ 9,2 bilhões).
Em entrevista coletiva para comentar os resultados hoje no auditório do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Lacerda Prazeres (à direita na foto) disse que “o Brasil está muito competitivo em produtos cujos preços estão em alta no mercado internacional e, por isso, o superávit brasileiro é muito expressivo nestes primeiros sete meses do ano”. A secretária ainda destacou que as vendas brasileiras de produtos industrializados estão crescendo em um ritmo mais acelerado que o registrado no comércio mundial (22% contra 18%).
Exportações
No acumulado de 2011, os três grupos de produtos registraram crescimento em relação à igual período de 2010: básicos (43,3%), semimanufaturados (30,5%) e manufaturados (19,1%).
Nos produtos básicos, houve crescimento de receita de minério de ferro (79,1%), café em grão (75,4%), milho em grãos (74,9%), petróleo em bruto (39,2%), minério de cobre (35%), farelo de soja (28,2%), soja em grão (27,6%), carne de frango (24,6%) e carne bovina (4%).
Nos semimanufaturados, os maiores aumentos ocorreram nas vendas de semimanufaturados de ferro e aço (101,1%), ferro fundido (77,7%), óleo de soja em bruto (61,8%), ferro-ligas (27,2%), açúcar em bruto (21,8%), ouro em forma semimanufaturada (19,4%), couros e peles (18%), alumínio em bruto (8,9%) e celulose (4,7%).
No grupo dos manufaturados, dentre os principais produtos exportados, foram destaques: máquinas e aparelhos para terraplanagem (81,1%), suco de laranja não congelado (72,1%), óleos combustíveis (49,1%), polímeros plásticos (47,9%), laminados planos (43,4%), óxidos e hidróxidos de alumínio (37,5%), veículos de carga (34,7%), motores para veículos e partes (32,6%), pneumáticos (23,4%), autopeças (22,4%), bombas e compressores (11,8%) e açúcar refinado (10,6%).
Os principais países de destino das exportações brasileiras, no acumulado do ano, foram: China (US$ 24,4 bilhões), Estados Unidos (US$ 14 bilhões), Argentina (US$ 12,5 bilhões), Países Baixos (US$ 7,7 bilhões) e Alemanha (US$ 5,3 bilhões).
Importações
Nas importações no período de janeiro a julho deste ano, houve crescimento de todas as categorias de uso, na comparação com igual período de 2010. Os combustíveis e lubrificantes tiveram aumento de 35,3%, os bens de consumo, de 31,9%, as matérias-primas e intermediários, de 24,9% e os bens de capital, de 24,4%.
Os principais países de origem das importações foram: Estados Unidos (US$ 18,6 bilhões), China (US$ 17,7 bilhões), Argentina (US$ 9,5 bilhões), Alemanha (US$ 8,4 bilhões) e Coréia do Sul (US$ 5,9 bilhões).
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